“A Melhor reabilitação cirúrgica de ombro”

A intervenção cirúrgica é o procedimento operatório realizado com a finalidade de corrigir ou reduzir efeitos adversos e comprometimentos como dor, instabilidade, deformidade, associados com patologias musculoesqueléticas.

 

Em seguida, é iniciado um programa de reabilitação
cuidadosamente planejado e progredido, essencial para que o paciente alcance resultados
ótimos após a cirurgia. Trata-se do pós-operatório!

Em uma situação ideal, a reabilitação começa com a educação do paciente antes da cirurgia (chamado de pré-operatório) e continua após a cirurgia com a intervenção direta de um
fisioterapeuta seguida pelo autocuidado em longo prazo.

Quanto ao PRÉ-OPERATÓRIO, qual a importância e os benefícios?

 A importância:

Antes da cirurgia, é feito o contato entre paciente-cirurgião-fisioterapeuta, e os principais objetivos são:

 – A educação do paciente: Explicar o plano geral de tratamento esperado para o período pós-operatório, precauções a serem seguidas relacionadas ao posicionamento, movimento ou apoio de peso; ensinar o paciente como mover-se na cama com as devidas precauções após a cirurgia; ensinar os exercícios pós-operatórios iniciais.

– Exame e avaliação minuciosos do seu estado antes da cirurgia: Verificar nível de dor, amplitude de movimento da articulação, integridade da pele, desempenho muscular (força e resistência), postura, análise da marcha e estado funcional.

 Avaliando esses dados, o profissional Fisioterapeuta poderá identificar as necessidades do paciente, as metas previstas e os resultados funcionais esperados da cirurgia.

 

 Dentre os benefícios da consulta pré-operatória, tem-se:

– Oportunidade de identificar e priorizar as necessidades do paciente e compreender suas metas e expectativas funcionais após a cirurgia;

– Base para o estabelecimento de um relacionamento que favoreça a
continuidade do tratamento após a cirurgia;

– Um meio para ensinar o paciente sobre a cirurgia que está agendada e os componentes da reabilitação pós-operatória.

 

PÓS-OPERATÓRIO:
A reabilitação pós-operatória é dividida em fases, e cada uma delas contem metas e intervenções sugeridas.

 Fase 1:

“Fase de proteção máxima” – Período pós-operatório inicial: pode durar de 1 semana a 1 mês ou por 6 semanas dependendo do tipo da cirurgia.

– Aliviar a dor como meta primária!
– Diminuir a defesa muscular ou espasmo;
– Prevenir infecção da ferida;
– Minimizar o edema pós-operatório;
– Orientar o paciente no preparo para o autocuidado: Usar a tipóia conforme recomendado pelo cirurgião; Usar os medicamentos prescritos; Seguir as recomendações dos cuidados imediatos; Fazer as sessões iniciais da fisioterapia que conta com procedimentos com finalidade analgésica e antiinflamatória; Usar crioterapia (gelo), especialmente após a sessão de reabilitação;

 

 Fase 2:

“Fase de proteção moderada” – Período intermediário: Pode começar na 4ª ou 6ª semana de pós operatório e continuar por 4 a 6 semanas adicionais, dependendo das características da cicatrização da região operada.
– Melhorar gradualmente a mobilidade ou estabilidade do ombro e das articulações próximas, dentro dos limites seguros determinados
– Melhorar o controle neuromuscular e a estabilidade da articulação.
– Começo do aumento gradual da força – Exercícios de ADM ativa do membro superior quando o braço puder ser removido da tipóia;

 

 Fase 3:

“Fase de retorno à função” – Período avançado: Pode começar cerca de 6 a 12 semanas após a cirurgia e pode continua por 6 meses seguintes.

– Restaurar a força muscular
– Restaurar a mobilidade completa das articulações e tecidos
– Melhorar a participação em atividades funcionais progredidas gradualmente
– Recuperar força de ombro, escápula e outros grupos musculares como cotovelo, punho e mão.

 

A extensão com que essas metas são alcançadas depende, dentre alguns fatores, da participação do paciente na reabilitação pós-operatória.

A educação efetiva do paciente e a boa comunicação
entre fisioterapeuta, cirurgião e paciente são a base de um programa de reabilitação seguro e efetivo, individualizado para abordar procedimentos cirúrgicos específicos usados para atender às necessidades específicas de cada paciente.

 

Os critérios e os períodos sugeridos para
progressão dos exercícios e atividades funcionais são tipicamente ajustados para cada paciente com base nas avaliações periódicas do estado do paciente e na comunicação constante entre o fisioterapeuta e o cirurgião.

PRIMEIRA ETAPA - OS CUIDADOS IMEDIATOS

Envolve cuidados com o curativo, uso de tipoia e outros.

SEGUNDA ETAPA - RECUPERAÇÃO DE MOVIMENTOS

Toda articulação operada pode passar por períodos de restrição de movimentos. Muitos casos são potencializados pela necessidade do uso da tipóia, porém, mesmo naqueles em que a mobilidade articular é imediata pode ainda haver perdas transitórias de amplitude de movimentos articular. 

TERCEIRA ETAPA - RECUPERAÇÃO DE FORÇA

Após o período recomendado de cicatrização, os músculos precisam sem fortalecidos para equilibrar a articulação.