Luxação Recidivante dos Ombros

É o deslocamento ou a perda do encaixe da articulação principal do ombro, a Articulação Glenoumeral, por repetidas vezes, depois de um trauma ou por frouxidão dos seus ligamentos, na direção anterior ou posterior ou para mais de uma direção.

Um deslocamento articular é grave

Quando o ombro ou qualquer articulação está deslocada é uma situação de emergência e ela deve ser recolocada imediatamente pois o deslocamento pode provocar sérias complicações.

A sua estabilidade é dependente dos ligamentos e dos músculos.

O ombro possui estabilidade pelo equilíbrio entre os seus ligamentos e os seus músculos. Os ligamentos estabilizam quando os ombros nos finais de movimentos e os músculos durante a sua contração.

A perda da estabilidade do ombro possibilita a luxação.

Para que uma luxação ocorra é necessário que exista uma ruptura de músculos ou de ligamentos, ou uma frouxidão dos ligamentos.

Os ligamentos só estabilizam nos finais de movimentos, porém, se o mesmo excede os limites eles podem se romper e o ombro sair do lugar.

O ombro costuma sair do lugar quando está no final dos movimentos, momento em que os músculos estão relaxados e, se existe instabilidade, ele desloca.

Em um movimento de arremesso, por exemplo, no caso de jogar uma pedra, o braço faz um movimento de chicote. Ao atingir a rotação máxima, o ligamento não sustenta e acontece a luxação.

O deslocamento ou luxação do ombro pode causar lesões ósseas da cabeça do úmero e da glenoide, que podem ser irreversíveis.

As lesões de cartilagem e do osso, que acontece em decorrência das luxações, são irreversíveis podem provocar até artrose do ombro.

Para fazer o diagnóstico correto é necessário realizar uma artro-ressonância magnética. O uso do contraste aplicado dentro da articulação ajuda aumentar a eficiência do exame.

São necessários saber:

O diagnóstico correto do tipo de luxação para direcionar o tipo de tratamento deve ser realizado;

Se é uma luxação por frouxidão ligamentar, por lesão de ligamentos ou muscular;

Se é uma luxação anterior, posterior, inferior ou multidirecional;

Se é uma luxação voluntária ou involuntária;

A conduta pode ser clínica ou cirúrgica, dependendo da avaliação dos diversos fatores que envolve cada caso clínico.

O que é fundamental, nesses casos, é que a estabilidade se restabeleça e que o ombro pare de deslocar, aliviando as dores e impedindo o agravamento e as sequelas maiores.

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