Rigidez do Cotovelo
Conceitos-chave
A rigidez do cotovelo caracteriza-se por uma diminuição da mobilidade desta articulação que pode causar dificuldades em realizar as actividades da vida diária.
As causas mais frequentes de rigidez do cotovelo são artrose e processos traumáticos (por exemplo, sequelas de fracturas). No entanto, existem várias outras causas, que podem ser devidas a patologia intra-articular (doenças reumatológicas, corpos livres articulares, osteonecrose, osteocondrite dissecante), extra-articular (ossificação heterotópica, contractura capsular ou ligamentar), ou mistas.
O principal sintoma é a restrição do movimento da articulação do cotovelo, que pode ou não ser doloroso.
O diagnóstico é realizado com base no exame clínico específico. Podem ser necessários exames auxiliares de diagnóstico para identificar a causa da rigidez, como radiografia, , TAC (tomografia axial computorizada) ou RMN (ressonância magnética nuclear).
O tratamento depende da causa da rigidez. Pode ser conservador, com anti-inflamatórios, fisioterapia, infiltração ou ortóteses com controlo de flexão e extensão.
Dependendo da patologia ou em caso de falência do tratamento conservador, pode ser necessária intervenção cirúrgica. Sempre que possível, a equipa privilegia a artroscopia como técnica cirúrgica, que consiste na introdução, através de pequenas incisões, de uma câmara e instrumentos na articulação do cotovelo para realização dos procedimentos necessários.
Procedimentos
Avaliação para Tratamento da Rigidez do Cotovelo
A avaliação da rigidez do cotovelo inicia-se com uma anamnese detalhada e exame físico minucioso, visando identificar a causa subjacente da limitação articular. Exames de imagem, como radiografias e tomografias computorizadas, são frequentemente utilizados para avaliar alterações ósseas, presença de osteófitos ou ossificações heterotópicas. A ressonância magnética pode ser indicada para avaliar tecidos moles e identificar possíveis lesões associadas.
Indicações
A intervenção cirúrgica é considerada quando o tratamento conservador não proporciona melhoria significativa e a rigidez do cotovelo compromete as atividades diárias do paciente. Indicações específicas incluem contraturas graves que limitam a amplitude de movimento a menos de 30 graus, presença de ossificações heterotópicas ou deformidades ósseas que impedem a mobilidade articular.
Procedimento
A libertação artroscópica do cotovelo é uma técnica minimamente invasiva realizada sob anestesia geral e bloqueio do plexo braquial. Através de pequenas incisões, uma câmara (artroscópio) e instrumentos específicos são introduzidos na articulação para:
- Remover tecidos fibrosados e aderências;
- Ressecar osteófitos;
- Liberar a cápsula articular;
- Corrigir eventuais deformidades ósseas.
Esta abordagem permite uma recuperação mais rápida e menos dolorosa comparada à cirurgia aberta tradicional.
Objectivos
Os principais objetivos da cirurgia são:
- Alívio da dor;
- Restauro da amplitude de movimento funcional;
- Melhoria da qualidade de vida e retorno às atividades diárias sem limitações significativas.
A reabilitação pós-operatória é crucial para consolidar os ganhos obtidos com a cirurgia e prevenir a recorrência da rigidez.