Fracturas do Ombro - Úmero

Conceitos-chave

O úmero é o maior osso do membro superior. Proximalmente articula-se com o tronco através da articulação glenoumeral, que faz parte do complexo articular do ombro, e distalmente com os ossos do antebraço, formando a articulação do cotovelo. O tratamento depende da localização da fractura.

São fracturas muito frequentes e, geralmente, ocorrem devido a uma queda ou trauma directo sobre o braço. São factores de risco a osteoporose, Diabetes Mellitus ou epilepsia.

Os principais sintomas são dor intensa, edema (inchaço), incapacidade de mobilizar o braço e, mais tarde, hematoma e equimose ao longo do braço (“nódoa negra”). Podem existir lesões nervosas ou vasculares associadas.

O diagnóstico é realizado com base no exame clínico específico e exames auxiliares de diagnóstico, como a radiografia com incidências específicas e, eventualmente, tomografia computorizada.

O tratamento depende do padrão e localização da fractura.

No que respeita ao úmero proximal, fracturas alinhadas de uma forma geral, podem ser tratadas de forma conservadora, com suspensão braquial e com vigilância regular em consulta. Fracturas desalinhadas podem também ser tratadas de forma conservadora se não existir benefício cirúrgico, ou podem exigir tratamento cirúrgico com placa, parafusos, cavilha endomedular ou artroplastia.

Quanto às fracturas da diáfise do úmero (região média do braço), dependendo do padrão podem ser tratadas de forma conservadora, com gesso ou ortótese, ou cirúrgica, com recurso a placa e parafusos ou cavilha endomedular.

Procedimentos

Osteossíntese de Fractura do Úmero

A osteossíntese é um procedimento cirúrgico para fixação de fracturas através da utilização de implantes (placas e parafusos ou cavilha endomedular). Os fragmentos ósseos são alinhados e fixados com o objectivo de permitir a consolidação óssea adequada. O úmero é o maior osso do membro superior. São fracturas muito frequentes e, geralmente, ocorrem devido a uma queda ou trauma directo sobre o braço.

Indicações

Todas as fracturas apresentam diferentes padrões, pelo que é necessária uma avaliação personalizada. De uma forma geral, a osteossíntese pode estar indicada em fracturas do úmero proximal com desvio significativo em que haja compromisso funcional da articulação do ombro e em fracturas da diáfise do úmero com encurtamento ou angulação significativos.

Procedimento

A osteossíntese de fracturas do úmero proximal é realizada através de uma incisão na região anterior ou lateral do ombro, através da qual os fragmentos são alinhados e fixados com recurso a placa e parafusos, âncoras ou outro material indicado. Nas fracturas da diáfise a incisão é realizada ao longo do braço, dependendo da localização da fractura.

Nalguns tipos de fracturas do úmero proximal ou em fracturas da diáfise pode estar indicado encavilhamento endomedular. Neste procedimento, através de uma pequena incisão no ombro, é colocada uma cavilha endomedular (por dentro do osso), permitindo o alinhamento e consolidação da fractura.

O procedimento é realizado sob anestesia geral combinada com bloqueio do plexo braquial. Após o procedimento, o membro é imobilizado com ortótese de suspensão braquial, que deve ser mantida até indicação médica em contrário. O tempo de imobilização e exercícios indicados variam consoante o tipo de osteossíntese.

O material de osteossíntese pode ser removido após a consolidação da fractura se necessário.

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